Com a chegada de Agosto Dourado, mês dedicado a celebrar os benefícios do aleitamento materno, surge um alerta importante entre os profissionais de saúde sobre a busca pela boa forma pós-parto. Impulsionadas pela popularidade das canetas e medicamentos para emagrecer, muitas mulheres têm se perguntado sobre a segurança do uso dessas substâncias durante a amamentação e os possíveis impactos na saúde do bebê.

O médico clínico e cirurgião geral Dr. Marcelo Bechara alerta que a fase de amamentação exige máxima cautela. De acordo com o especialista, a prioridade deve ser a nutrição da criança e a recuperação da mãe, relegando a perda de peso acelerada a um segundo plano.

A principal preocupação médica refere-se à possibilidade teórica de que os princípios ativos desses medicamentos atravessem a barreira sanguínea e cheguem ao leite materno. Até que se prove o contrário, qualquer substância que circule na corrente sanguínea da mãe pode ser transferida ao bebê em diferentes quantidades, dependendo das características moleculares de cada droga.

No entanto, o Dr. Bechara ressalta que há uma diferença significativa entre uma hipótese teórica e dados cientificamente comprovados. Atualmente, não existem pesquisas clínicas controladas com seres humanos, especialmente estudos específicos em mulheres lactantes, que assegurem a segurança desses medicamentos durante a amamentação.

“Sem evidências científicas robustas, é impossível afirmar que há segurança para essa população. Na falta de dados concretos, a conduta médica deve seguir rigorosamente o princípio da precaução e priorizar a saúde do bebê”, pondera o Dr. Marcelo Bechara.

Diante da ausência de testes clínicos conclusivos em lactantes, a comunidade médica considera a hipótese de riscos diretos e indiretos para o binômio mãe-bebê:

“Durante a amamentação, a nutrição materna precisa receber atenção especial, pois está diretamente relacionada à produção adequada de leite e à imunidade da mãe”, alerta o médico.

A resposta breve para a indagação sobre o uso de medicamentos para emagrecimento é: não de forma automática. Caso a mulher já utilizasse medicamentos como Mounjaro ou Ozempic antes da gestação, a decisão de retomar o tratamento durante a amamentação deve ser reavaliada do zero pelo médico responsável. O histórico de uso anterior não garante que a substância seja segura no pós-parto.

Além disso, o simples fato de ter dado à luz não oferece, por si só, uma indicação para iniciar esse tipo de tratamento estético.

A exceção ocorre quando há uma justificativa clínica real e indispensável, como no controle de quadros graves de diabetes ou obesidade crônica. Nesses casos específicos, o médico avaliará o custo-benefício do uso da medicação ou a possibilidade de substituição por opções mais seguras, sempre mantendo um monitoramento rigoroso da saúde do bebê.

Neste momento delicado, é essencial seguir um caminho correto que faça parte da rotina.

É importante destacar que a perda de peso no pós-parto pode ocorrer de forma mais lenta durante a amamentação, o que precisa ser considerado no contexto das características dessa fase. O corpo da mulher está passando por diversas mudanças e possui necessidades nutricionais vinculadas à produção de leite.

As fases pós-parto e de amamentação são períodos específicos que requerem acompanhamento cuidadoso, levando em conta a saúde da mãe, a manutenção apropriada da amamentação e as necessidades nutricionais do bebê. A definição do momento e da estratégia para o tratamento do peso deve ser individualizada.

Fonte: https://santaportal.com.br/saude/remedios-para-emagrecer-podem-afetar-o-leite-materno-medico-faz-alerta-as-maes/

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