Moradores de um prédio na Rua Bassim Nagib Trabulsi, na Ponta da Praia, em Santos, no litoral de São Paulo, enfrentaram um vazamento de esgoto que invadiu a área interna do edifício e deixou fezes espalhadas pelo caminho. O problema foi relatado à Sabesp na manhã de quarta-feira (19), mas, segundo a administração do condomínio, o atendimento não ocorreu dentro do prazo informado pela companhia.

A sub-síndica do prédio, Mônica Armando, contou ao Santa Portal que foi avisada sobre o problema na manhã de quarta-feira. Desde então, funcionários precisaram lavar diversas vezes as áreas atingidas, mas o mau cheiro permaneceu.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, Mônica mostra o chão do edifício atingido pelo retorno do esgoto e relata a dimensão do problema.

“Essa água invadiu o nosso prédio, deixando cocô por todo o caminho”, afirmou. Segundo ela, a Sabesp foi acionada por telefone por volta das 9h de quarta-feira e informou que teria até 24 horas para enviar uma equipe.

Ainda de acordo com a moradora, o prazo passou sem que o atendimento fosse realizado. Ela também contestou a informação repassada pela companhia de que uma equipe teria comparecido ao endereço por volta das 14h de quarta-feira, mas não teria encontrado ninguém.

“Isso é um prédio com portaria 24 horas, e é impossível ninguém ter atendido”, disse Mônica no vídeo.

A moradora afirmou que o condomínio continuava convivendo com o problema na noite desta quinta-feira (20). Para tentar reduzir os efeitos do vazamento, a faxineira precisou lavar as áreas afetadas várias vezes durante o dia.

Além do incômodo provocado pelo odor e pela sujeira, os moradores demonstraram preocupação com os riscos decorrentes do contato com esgoto.

Procurada pelo Santa Portal, a Sabesp informou que uma equipe iria ao endereço ainda nesta quinta-feira (20) para realizar a limpeza e a desobstrução da rede coletora de esgoto na altura do número 106 da Rua Bassim Nagib Trabulsi. Segundo a companhia, após a execução do serviço, a área também seria higienizada. No entanto, Mônica afirmou à reportagem que a companhia não cumpriu o prometido.

A Sabesp afirmou ainda que o descarte incorreto de gordura e lixo no sistema de esgotamento sanitário é a principal causa de obstruções das tubulações. Conforme a empresa, esses bloqueios podem provocar o retorno do esgoto para imóveis ou o transbordamento nas ruas, afetando a qualidade dos serviços e o meio ambiente.

Mônica, no entanto, contesta. “Foi feita a limpeza das caixas de gordura na quinta-feira passada. O que ocorreu não foi, de forma alguma, responsabilidade nossa. O retorno vem de fora e não atinge somente nosso prédio, mas pelo menos mais um na Trabulsi”, completou.

Fonte: https://santaportal.com.br/

Sobre Equipe

Equipe editorial do Repórter São Paulo.

Ver todas as matérias