As infrações contra a fauna e o descarte irregular de resíduos seguem entre os principais desafios ambientais da Baixada Santista. Para enfrentar o problema, prefeituras da região adotaram novas estratégias em 2026, incluindo a responsabilização de proprietários de terrenos abandonados, sistemas de monitoramento da coleta urbana e programas de incentivo à participação da população nas denúncias.
Relatório técnico do 3º Batalhão de Polícia Ambiental aponta que foram registradas 4.320 ocorrências ambientais nas nove cidades da Baixada Santista em 2025, uma redução de 9,3% em relação às 4.762 ocorrências contabilizadas em 2024. Em 2026, até o momento da consulta, já foram registradas 1.538 ocorrências.
O número de autos de infração ambiental também apresentou queda. Foram 5.983 registros em 2024, contra 5.491 em 2025. Neste ano, já foram emitidos 1.954 autos de infração na região.
Os crimes relacionados à fauna concentram a maior parte das autuações ambientais na Baixada Santista. Mais de 50% dos casos envolvem manutenção irregular de animais silvestres, introdução de espécies sem autorização, caça ilegal e maus-tratos.
Segundo o Policiamento Ambiental, as ocorrências envolvendo fauna representam cerca de 40% de todas as infrações registradas na região, consolidando-se como o principal desafio para os órgãos fiscalizadores.
Entre os principais registros estão:
Em São Vicente, o endurecimento da fiscalização provocou um salto expressivo no valor das multas ambientais aplicadas. O montante arrecadado passou de R$ 911 mil em 2024 para mais de R$ 19,2 milhões em 2026, indicando uma mudança na estratégia de combate às irregularidades ambientais.
Além da atuação dos órgãos ambientais, municípios da região passaram a investir em ferramentas tecnológicas para ampliar o monitoramento e agilizar o atendimento às denúncias.
Em Santos, o aplicativo Conecta Terra Santos Ambiental permite acompanhar, em tempo real, o trajeto dos caminhões de coleta, registrar denúncias com fotos e solicitar serviços como o Cata-Treco para retirada de móveis, madeira e outros materiais.
A plataforma também reúne pedidos de remoção de resíduos sépticos e carcaças de animais, além de oferecer uma estimativa de horário para a passagem das equipes de coleta com base no histórico dos últimos 40 dias.
A modernização dos serviços ambientais também passa por investimentos e mudanças na legislação municipal.
Em Santos, uma parceria público-privada de R$ 739 milhões permitiu ampliar para 7 mil o número de contêineres instalados na cidade e iniciar a incorporação de caminhões elétricos à frota de limpeza urbana. A cidade registra média mensal de 487,66 toneladas de coleta seletiva e reduziu as reclamações relacionadas ao descarte irregular de resíduos, que passaram de 147 em 2024 para 125 em 2025.
No eixo marítimo, o município conta com dois ecoboats do tipo catamarã que operam diariamente nas regiões da Alemoa e da Ponta da Praia. As embarcações recolhem resíduos flutuantes antes que eles cheguem ao oceano.
Já em Mongaguá, a Lei Complementar 101/2025 busca combater o abandono de terrenos particulares, responsáveis por 34% das reclamações registradas pela Ouvidoria Municipal. O município também mantém uma cooperação técnica com Praia Grande para fiscalizações conjuntas em áreas de divisa. As operações ocorrem, em média, a cada dez dias e têm como foco o descarte clandestino de resíduos da construção civil.
As próximas etapas da gestão ambiental na Baixada Santista incluem a ampliação dos programas de participação popular e o fortalecimento das ações de inteligência contra crimes ambientais.
Em Santos, o contrato de limpeza urbana prevê a chegada de mais cinco caminhões elétricos, totalizando dez veículos sustentáveis em operação.
Regionalmente, o Policiamento Ambiental aponta o tráfico de fauna como um dos principais desafios para os próximos anos, exigindo ações integradas entre municípios e órgãos de fiscalização.
A população pode colaborar com a fiscalização por meio dos canais oficiais de cada município:
Fonte: https://santaportal.com.br/