A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo ressalta a importância de monitorar mudanças persistentes de comportamento em crianças e adolescentes, como isolamento social, alterações no sono e na alimentação, além da queda no desempenho escolar. Durante o Setembro Amarelo, uma campanha de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, a recomendação é estar atento aos sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda quando necessário.

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A psiquiatra Bruna Laursen, do Hospital Geral de Taipas, afirma que diversos fatores podem contribuir para o sofrimento psíquico em crianças e adolescentes. Esses fatores incluem os efeitos da pandemia, o uso excessivo de telas e redes sociais, situações de comparação social, e o cyberbullying, além de mudanças na dinâmica familiar e escolar. “Adicionalmente, há um diagnóstico mais precoce de transtornos do neurodesenvolvimento, especialmente entre crianças de 5 a 9 anos, o que também afeta a saúde mental dessa faixa etária”, destaca a psiquiatra.

Para Bruna, a detecção precoce de sinais de sofrimento emocional pode prevenir a intensificação dos problemas. “Mudanças de comportamento nem sempre indicam um transtorno mental, mas alterações persistentes ou extremas devem ser observadas. Sintomas como isolamento social, mudanças significativas no sono ou na alimentação, queda drástica no desempenho escolar, irritabilidade intensa além de falas relacionadas à morte ou desesperança são sinais que requerem atenção”, explica.

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O Hospital Geral de Taipas possui uma ala dedicada à psiquiatria infantojuvenil, com 16 leitos destinados a crianças e adolescentes com quadros psiquiátricos graves. As internações geralmente são de curta durabilidade, dependendo da evolução clínica de cada paciente. O encaminhamento ocorre por meio da Central de Regulação Estadual.

A internação é indicada em circunstâncias específicas, onde é necessário acompanhamento intensivo e um ambiente seguro. “O propósito da internação é garantir a segurança do paciente. Após essa fase, é crucial que o paciente receba continuidade no cuidado e que a família e a rede de apoio estejam ativamente envolvidas”, complementa Bruna.

A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS agrega diferentes serviços para acolher, avaliar e acompanhar pessoas em sofrimento mental. A entrada na rede pode ser feita através da Atenção Básica e pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), enquanto casos de urgência e emergência são tratados em serviços como UPAs, prontos-socorros e pelo SAMU 192.

Em casos de emergência, como tentativas de suicídio ou situações que representem risco imediato à vida, o SAMU pode ser contatado gratuitamente pelo número 192, disponível 24 horas por dia. O atendimento pré-hospitalar pode oferecer orientação e encaminhamento conforme necessário.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) também disponibiliza apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, 24 horas por dia. Este serviço é destinado a quem necessita de uma conversa e não substitui os cuidados médicos em situações emergenciais.

A estruturação e a oferta dos serviços da RAPS envolvem várias esferas do SUS. No Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde se dedica a fortalecer a rede através de capacitações, orientações técnicas, programas, projetos e ações voltadas à assistência em saúde mental.

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