Construído entre 1885 e 1890, o Museu do Ipiranga é um monumento que celebra o grito da Independência. Em São Paulo, D. Pedro I recebeu, em 7 de setembro de 1822, as cartas da imperatriz Leopoldina e de seu ministro José Bonifácio, às margens do rio Ipiranga. Esses documentos foram cruciais para a história do Brasil.
Para reviver este momento histórico, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) destaca uma série de atrações, incluindo museus, fazendas, monumentos e palácios, todos conectados aos eventos de setembro de 1822.
O Museu do Ipiranga (https://museudoipiranga.org.br/), inaugurado entre 1885 e 1890, está situado perto do local do grito da Independência e serves como um monumento em homenagem a este evento. Com espaços para exposições e atividades educativas, o museu contém peças que relembram os eventos de 1822 e grande parte da história do Brasil. O hall de entrada possui uma escadaria grandiosa com globos de vidro contendo águas de importantes rios brasileiros.
No Salão Nobre, o quadro “Independência ou Morte” de Pedro Américo coexiste com objetos pessoais da família imperial, como fios de cabelo de D. Pedro II e D. Maria II ainda em bebês. Durante os finais de semana, os jardins do museu são locais de passeios e piqueniques. No feriado de 7 de setembro, ocorrerá a edição especial do “Museu em Festa”, com atrações gratuitas voltadas para todas as idades, celebrando os 130 anos da instituição.
Serviço
Museu do Ipiranga – Rua dos Patriotas, 100 – Ipiranga, São Paulo, aberto de terça a domingo, das 10h às 17h. A entrada é gratuita. No feriado (7), haverá uma programação especial com eventos e atividades culturais.
A casa representada no quadro “Independência ou Morte” não existia na época de D. Pedro I. A pintura, criada em 1888 em Florença, na Itália, mostra uma casa com semelhanças com a atual. O edifício atualmente existente, datado dos anos 1840 e tombado em 1975 pelo Condephaat, está localizado no Parque da Independência, atrás do Monumento à Independência. Os seus oito cômodos, originalmente construídos em pau-a-pique, abrigam exposições que conectam o visitante à história da cidade. Essa casa, também situada próxima ao antigo Caminho do Mar e ao riacho Ipiranga, abriga vestígios de reformas ao longo dos anos.
Serviço
Casa do Grito (Parque da Independência) – aberto de terça a domingo, das 9h às 17h, entrada gratuita. Acesso pelas estações de metrô Alto do Ipiranga ou Sacomã (linha 2 – Verde).
No Centro Histórico de Santos, uma das cidades turísticas mais importantes do litoral paulista, além das agradáveis cafeterias próximas ao Museu do Café, encontramos o Pantheon dos Andradas (https://www.turismosantos.com.br/pt-br/content/pantheon-dos-andradas), que abriga os jazigos de José Bonifácio de Andrada e Silva e seus irmãos, em anexo ao Convento do Carmo.
Inaugurado em 7 de setembro de 1923, o Pantheon conta com um salão principal onde se encontra uma estátua em mármore do patriarca nascido em Santos. José Bonifácio foi professor de Mineralogia na Universidade de Coimbra, no Portugal, e presenciou a Revolução Francesa. Ele possui uma estátua em sua homenagem no Bryant Park, em Nova York.
Serviço
Pantheon dos Andradas – Praça Barão do Rio Branco, 16 (anexo ao Convento do Carmo), Centro Histórico de Santos. Aberto de terça a domingo, das 11h às 17h. Entrada gratuita.
Localizado na antiga Rua do Carmo (atual Roberto Simonsen), no Centro de São Paulo, o Solar da Marquesa de Santos (https://visite.museus.gov.br/instituicoes/museu-da-cidade-de-sao-paulo-solar-da-marquesa-de-santos/) é um raro exemplo de residência urbana do século XVIII. Este imóvel foi propriedade de Domitila de Castro, amante de D. Pedro I durante o período da Independência, e é considerado uma das residências mais aristocráticas de São Paulo, onde festas famosas eram realizadas. Características neoclássicas foram adicionadas à fachada principal após 1880.
Atualmente, o Solar abriga atividades museológicas relacionadas à história da capital, sendo a sede do Museu da Cidade de São Paulo. Oferece vídeos sobre o IV Centenário paulistano, reproduções de jornais sobre a Revolução de 1932, exposições permanentes e temporárias, além de atividades culturais e educativas. O pavimento superior ainda mantém paredes de taipa de pilão e pau-a-pique do século XVIII.
Serviço
Solar da Marquesa de Santos (Museu da Cidade de São Paulo) – R. Roberto Simonsen, 136 – Sé, Centro de São Paulo (próximo ao Pátio do Colégio e Estação Sé do Metrô) – de terça a domingo, das 9h às 17h. Entrada gratuita.
A tropa de D. Pedro I percorreu, montada em mulas, o Caminho do Paraitinga e da Paraíba, utilizando os rios do leste paulista. Bananal foi a primeira cidade a receber a comitiva, que se hospedou em fazendas locais em busca de apoio das elites cafeeiras e passou por São José do Barreiro, Pindamonhangaba, Taubaté, Jacareí e Mogi das Cruzes. Em Cachoeira Paulista e Lorena, a tropa se acomodou e trocou os animais. Em Guaratinguetá e Aparecida, D. Pedro rezou diante da imagem de Nossa Senhora. Essa passagem buscava apaziguar conflitos na Província de São Paulo para unificar o reino.
A Estrada Velha de Santos (SP – 148), a primeira rodovia da América Latina a receber pavimentação em concreto (1792), possui 11,5 km e foi pela qual D. Pedro I desceu até Santos, pela Calçada do Lorena, no dia 5 de setembro, para inspecionar as fortezas e defesas militares. Ele subiu a serra até o planalto paulista e proclamou a Independência em São Paulo no dia 7. Atualmente, a estrada está fechada para veículos desde 1985.
Esse trajeto na Mata Atlântica possui um ecoturismo vibrante e um valioso patrimônio ambiental, abarcando o Parque Estadual da Serra do Mar, que oferece tirolesa e trilhas guiadas. Entre os monumentos que celebram a Independência estão: o Pouso de Paranapiacaba (uma cafeteria panorâmica), o Belvedere Circular, a Calçada do Lorena e o Rancho da Maioridade.
A canção “As Curvas da Estrada de Santos”, de Roberto e Erasmo Carlos, lançada em 1969, foi inspirada neste caminho.
Serviço
Caminho do Mar (Estrada Velha de Santos) – SP 148. Portarias: São Bernardo do Campo (km 42) ou Cubatão (km 50). Durante a Semana da Independência, de 1 a 7 de setembro, ingresso promocional a R$ 7.
Naquela época, São Paulo era uma vila modesta com 7 mil habitantes, restrita a uma colina cercada pelos rios Tamanduateí e Anhangabaú. O casario, centrado no Pátio do Colégio e algumas poucas ruas, era construído de taipa de pilão ou pau-a-pique e apresentava paredes caiadas de branco. As ruas eram de terra, e a vida religiosa era intensa, com o cotidiano sendo interrompido pelo som dos sinos das igrejas. A população era formada por comerciantes, artesãos, funcionários públicos e pessoas escravizadas.
Em uma das cartas que D. Pedro recebeu, a princesa Dona Leopoldina o aconselhava a romper com Portugal e proclamar a Independência, já que era hora de decisão. A correspondência de José Bonifácio avaliava a seriedade da situação. Outras mensagens das Cortes de Lisboa, do rei D. João VI e um diplomata britânico comunicavam sobre os decretos portugueses, que anulavam o governo de D. Pedro, cassavam seus poderes e exigiam seu retorno imediato a Lisboa. D. Pedro optou por não voltar e proclamou o famoso grito de emancipação política do Brasil.