A Prefeitura de Santos está reforçando a importância da vacinação antirrábica e incentivando os moradores a imunizarem seus cães e gatos. Como a raiva é uma doença que não possui cura, a vacinação anual é a única forma eficaz de prevenir a infecção, sendo recomendado que a primeira dose seja aplicada ainda nos primeiros meses de vida do animal.
De acordo com o médico-veterinário Rafael Monteiro, a raiva é uma infecção viral grave que ataca diretamente o sistema nervoso central e pode acometer todos os mamíferos, incluindo os seres humanos (zoonose), o que torna o bloqueio vacinal uma questão de saúde pública.
O vírus é transmitido principalmente por meio da saliva de animais infectados, seja por mordidas, arranhões ou lambidas em mucosas. Os principais sintomas clínicos da doença nos pets incluem:
Uma dúvida recorrente entre os tutores é se cães e gatos que vivem exclusivamente em apartamentos ou ambientes internos também precisam ser imunizados. O veterinário é categórico: todos os animais devem receber a vacina. Isso porque o risco de contato acidental com morcegos infectados (que podem entrar em residências) ou fugas temporárias nunca pode ser descartado.
Em cenários muito específicos, caso o animal seja idoso, não tenha contato externo e possua histórico vacinal completo, a real necessidade de reforços pode ser avaliada pelo profissional por meio de um exame de titulação de anticorpos (teste sorológico), que verifica se o organismo do pet ainda carrega a proteção necessária contra o vírus.
Negligenciar a imunização coloca em risco não apenas o animal, mas toda a família.
“Já tivemos relatos históricos e técnicos no país de pessoas que contraíram a doença devido à mordida de animais domésticos, justamente pelo fato de os tutores terem negligenciado o calendário vacinal por acreditarem erroneamente que a raiva havia sido erradicada ou que não existia mais”, adverte o veterinário Monteiro.
No município, a dose da vacina antirrábica é aplicada de forma totalmente gratuita pela rede pública de saúde. O atendimento ocorre de forma fixa ao longo do ano:
Segundo a administração municipal, a cidade recebe mensalmente um lote de 200 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, sendo esta a capacidade e a expectativa de imunização programada a cada mês no posto fixo.
Por fim, o médico-veterinário orienta que os proprietários mantenham consultas e check-ups regulares para os animais de estimação.
“Cada animal possui uma condição de saúde única. A avaliação clínica individualizada, feita em consultório, é o que garante que a vacina seja aplicada de forma segura e no momento correto”, pontua Monteiro.
Fonte: https://santaportal.com.br/