Os preparativos para a construção da terceira Estação Elevatória com Comportas (EEC), denominada EEC 0, já estão em andamento em Santos, especificamente na área do Saboó. Esta nova estrutura tem como objetivo mitigar os recorrentes problemas de alagamentos na Zona Noroeste e na entrada da Cidade, principalmente na Avenida Nossa Senhora de Fátima, que é uma via crucial conectando Santos a São Vicente.

A EEC 0 é parte de um projeto abrangente que visa aprimorar o sistema de drenagem da Zona Noroeste, beneficiando tanto os moradores da região quanto os usuários diários, incluindo ciclistas, passageiros de transporte público e motoristas de veículos.

Com uma capacidade de bombeamento de 5 mil litros de água por segundo (5 m³/s), a EEC 0 será capaz de manejar até 18 milhões de litros por hora, o que equivale a mais de 7 piscinas olímpicas. O projeto inclui uma estação de 272 m², um setor administrativo de 170 m² e aproximadamente 1.200 m² destinados a poços de visita e tubulações, além de um reservatório.

Segundo o prefeito Rogério Santos, “São projetos desenvolvidos há bastante tempo que agora começam a ser executados. A EEC 0 é uma iniciativa em parceria com o Governo do Estado, destinada a receber águas de partes do Saboó e da Vila Haddad, e visa resolver os alagamentos na Avenida Nossa Senhora de Fátima.” O prefeito também fez uma visita ao canteiro de obras na última sexta-feira (16) para acompanhar o progresso da construção da EEC 6, também no Saboó.

Localizada no km 65 da Via Anchieta (SP-150), sentido Santos, próximo ao Supermercado Assaí, a EEC 0 ocupará uma área de 445 m² cedida pelo Governo do Estado.

Essa nova estrutura está inserida no Programa de Macrodrenagem Santos Mais, desenvolvido pela Prefeitura. O programa consiste na instalação de 13 estações elevatórias e 14 sistemas de comportas para minimizar os efeitos das chuvas intensas e da maré alta.

O sistema projetado utilizará reservatórios, comportas e bombeamento mecanizado para controlar o fluxo das águas pluviais, garantindo que o avanço da maré não prejudique o escoamento e cause alagamentos.

A primeira fase da obra está prevista para ser concluída no segundo semestre de 2027, quando a EEC 0 deverá estar integrada ao sistema de drenagem da região, aumentando a capacidade de gerenciamento das águas pluviais.

“Enquanto a EEC 6 resolverá os problemas do Saboó em direção ao Centro de Santos, a EEC 0 irá atender a área da Rua Ana Santos, permitindo que a água acumulada na Avenida Nossa Senhora de Fátima seja direcionada ao estuário,” explicou Wagner Ramos, secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos.

Atualmente, cerca de 10% do projeto já foi executado, com os trabalhos focados na preparação do terreno e na implantação da infraestrutura necessária para a instalação da estação.

As ações já realizadas incluem a limpeza do canal de captação e o reforço do solo através da técnica de jet grouting, que utiliza jatos de alta pressão para misturar o solo com uma calda de cimento, aumentando sua resistência e estabilidade. A cravação de perfis metálicos para fundação da estrutura também está prevista.

As próximas etapas incluem a continuidade dos serviços de infraestrutura, estabilização do terreno para escavações dos poços de emboque, instalação das tubulações, construção das edificações operacionais, e instalação dos equipamentos de bombeamento, além dos sistemas elétricos e de automação.

Além disso, o projeto contempla estruturas de drenagem que estarão conectadas à rede, permitindo a captação e direcionamento das águas pluviais para a estação de bombeamento.

O funcionamento da EEC 0 será similar ao da EEC 7 Engenheiro Marco Diniz, que entrou em operação em maio de 2023 na Avenida Haroldo de Camargo, atendendo os bairros Castelo e Areia Branca, em Santos, e o Jardim Guassu, em São Vicente.

Com capacidade para armazenar 4,25 milhões de litros de água (equivalente a mais de uma piscina olímpica), a EEC 7 opera com três bombas de alta vazão, que conseguem bombear 2 mil litros por segundo cada.

O sistema da EEC 7 é projetado para funcionar em quatro condições de chuva e maré: em chuva fraca e maré baixa, as comportas ficam abertas; em chuva forte e maré baixa, parte do volume é retido; em maré alta, as comportas fecham para evitar o avanço da água; e em situações de chuva forte e maré alta, as bombas operam em potência máxima para escoar a água acumulada.

CAPACIDADE DE BOMBEAMENTO

A nova EEC 0 contará com um sistema de bombeamento com capacidade para 18 mil m³ por hora (5 m³ por segundo) e ficará interligada a uma rede de drenagem de aproximadamente 360 metros de extensão, composta por duas linhas de tubulação com um metro de diâmetro cada.

Esse reforço na infraestrutura permitirá ampliar a captação, condução e bombeamento de águas pluviais, especialmente durante períodos de chuvas intensas, aumentando assim a capacidade de drenagem da região.

“O projeto amplia a estrutura disponível para o manejo das águas pluviais na região. Inclui várias etapas de engenharia, desde a preparação e reforço do solo até a instalação do sistema de bombeamento e dos dutos de drenagem. Trata-se de uma obra que oferece melhorias significativas na infraestrutura e operação da região, especialmente em períodos de chuvas intensas,” afirmou Fernanda Meireles, gerente de engenharia da Ecovias Imigrantes.

A EEC 6 também faz parte do Programa Santos Mais e beneficiará uma área de cerca de 2 km² no Saboó, exceto pelas vias mais próximas da Avenida Nossa Senhora de Fátima, que serão atendidas pela EEC 0.

A EEC 6 contará com oito conjuntos de bombas verticais a diesel, cada uma com capacidade de 2,50 m³ por segundo e uma vazão total de 20 m³ por segundo, o que possibilita bombear o equivalente ao volume de uma piscina olímpica em cerca de dois minutos.

Atualmente, aproximadamente 12% da obra da EEC 6 foi concluída, com previsão de entrega para fevereiro de 2029.

“Já finalizamos a parte de aterro e consolidação do solo e estamos avançando com a fundação, que consiste em estacas de perfil metálico e pré-moldadas de concreto,” explicou o engenheiro civil Leandro Firmino Araújo dos Santos, da Terracom, empresa responsável pela construção.

A construção da EEC 6, que inclui a estação elevatória, comportas e canal, tem um investimento total de R$ 153,3 milhões. Desse valor, R$ 149,2 milhões são financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF), através de um contrato que visa viabilizar obras do Programa Santos Mais, enquanto o restante é uma contrapartida da Prefeitura.

“Contratamos um financiamento significativo para essas intervenções. Também planejamos obras importantes em vias da Cidade e conjuntos habitacionais, que ajudarão a resolver problemas relacionados à macrodrenagem e a mitigar os alagamentos, especialmente na Zona Noroeste, além de realizar uma reestruturação de drenagem em outras vias importantes,” concluiu o secretário de Governo, Fábio Ferraz.

Fonte: https://santaportal.com.br/baixada/santos-inicia-obras-de-nova-estacao-para-combater-enchentes-na-zona-noroeste/

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