Os suspeitos são investigados por estelionato, incluindo idosos ou pessoas vulneráveis, falsidade documental, apropriação indébita e organização criminosa. Foto: Governo de SP As Polícias Militar e Civil, em parceria com o Ministério Público de São Paulo, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), iniciaram nesta terça-feira (20) a Operação Libelo. Esta operação visa investigar indícios de desvio de valores de clientes envolvidos em ações judiciais relacionadas a serviços bancários nas cidades de Ribeirão Preto e Altinópolis, localizadas no interior do estado.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo quatro em Ribeirão Preto e dois em Altinópolis, com o suporte do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). A Justiça também ordenou o bloqueio de bens e valores dos suspeitos, fixando um limite de até R$ 3 milhões.

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No decorrer da operação, um homem foi detido em flagrante por tentativa de ocultação de provas. Durante as buscas, foram apreendidos seis celulares, três notebooks, cartões de memória e diversos documentos.

A investigação teve início em Altinópolis, após a identificação de uma quantidade anormal de ações similares sendo conduzidas por um único advogado. Essas ações tratavam essencialmente de empréstimos consignados, tarifas bancárias e inclusão indevida em cadastros de inadimplentes.

De acordo com as investigações, foram detectados mais de dois mil processos na comarca, totalizando mais de R$ 2 milhões levantados judicialmente. Diversos autores desconheciam a quantidade de ações em seus nomes e os valores recebidos, além de receberem valores inferiores ao que foi depositado.

Os processos judiciais eram ajuizados por advogados e, em seguida, concentrados em um único patrono. Os créditos eram cedidos a empresas associadas ao grupo, e os valores referentes a decisões judiciais eram direcionados para a conta bancária do advogado, que realizava o repasse de forma parcelada aos clientes.

Os suspeitos enfrentam investigações por estelionato, especialmente em relação a idosos ou pessoas vulneráveis, falsidade documental, apropriação indébita e organização criminosa.

O nome da operação, “Libelo”, faz referência ao termo jurídico utilizado para designar a petição inicial de um processo judicial.

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