A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta que bebês, crianças e idosos tenham atenção especial durante as ondas de calor – Durante períodos de calor intenso e baixa umidade do ar, é vital ter cuidados especiais em relação à saúde, especialmente para crianças, idosos e animais de estimação. A combinação de altas temperaturas e umidade reduzida pode resultar em perda significativa de líquidos, exacerbando o risco de desidratação, esgotamento pelo calor e insolação. Manter a hidratação, evitar exposição solar durante os horários mais quentes e permanecer em ambientes frescos são algumas das principais recomendações.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomenda atenção especial para bebês, crianças e idosos, uma vez que esses grupos podem ter mais dificuldades para regular a temperatura corporal e, muitas vezes, não percebem a sede com a mesma intensidade, aumentando assim o risco de desidratação.
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A hidratação deve ser intensificada em dias quentes. É fundamental oferecer líquidos com frequência a bebês e crianças, mesmo que não demonstrem sede. A água deve ser a bebida preferida, e a alimentação pode ser enriquecida com frutas e outros alimentos que contenham maior quantidade de água.
É igualmente importante evitar atividades físicas intensas e exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes. Para atividades externas, recomenda-se optar pelos períodos mais frescos do dia, buscar locais sombreados e usar roupas leves e confortáveis.
Nas escolas, em ondas de calor, deve-se priorizar ambientes ventilados ou climatizados, garantir pontos de hidratação e flexibilizar atividades que podem expor os alunos ao calor em risco à saúde.
Os responsáveis devem ficar atentos a alterações de comportamento, como cansaço excessivo, irritabilidade, dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza ou sonolência.
Pessoas com 65 anos ou mais estão entre os grupos mais vulneráveis ao calor. A SES-SP alerta que idosos podem ter menor percepção de sede e dificuldades na regulação da temperatura corporal, aumentando os riscos de desidratação e estresse térmico.
É recomendado oferecer líquidos frequentemente, salvo contraindicações médicas, e assegurar que o idoso permaneça em ambientes frescos, ventilados ou climatizados. Aqueles com doenças cardíacas, respiratórias, renais, diabetes, hipertensão ou outras condições crônicas precisam de cuidados ainda mais intensificados.
Quem utiliza medicamentos de uso contínuo deve continuar o acompanhamento médico e não alterar doses ou suspender medicamentos sem orientação do profissional.
Durante os períodos mais quentes, deve-se evitar atividades físicas intensas. Caso seja necessário sair, recomenda-se horários de temperatura mais amena, roupas leves e proteção contra o sol.
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A hidratação deve ser contínua ao longo do dia, sem esperar a sede aparecer. O Governo de São Paulo recomenda reforçar a ingestão de água, principalmente entre crianças e idosos, com uma orientação de pelo menos dois litros de água por dia para adultos, exceto em situações em que haja orientação médica divergente.
As refeições também podem ser adaptadas em dias quentes. Alimentos leves, como frutas, legumes e verduras, favorecem a hidratação e são mais fáceis de digerir, enquanto refeições pesadas ou gordurosas podem aumentar o desconforto em temperaturas elevadas.
Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois contribuem para a desidratação.
Recomenda-se evitar a exposição direta ao sol e atividades físicas intensas durante os horários mais quentes. O Ministério da Saúde orienta que, em ondas de calor, atividades físicas extenuantes ou pesadas sejam evitadas entre 10h e 16h.
Optar por roupas leves, largas e de cores claras facilita a transpiração. Além disso, é fundamental usar proteção solar adequada durante a exposição ao sol.
Em casa, mantenha ambientes frescos e ventilados. Ventiladores e ar-condicionado podem ser usados para baixar a temperatura. Durante o dia, o uso de cortinas e persianas ajuda a reduzir a entrada de calor; à noite e nas primeiras horas da manhã, abrir as janelas favorece a circulação de ar fresco.
O calor excessivo pode levar a desconfortos e desidratação, com sinais de alerta incluindo sede intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cãibras, náuseas e transpiração excessiva.
Em casos de insolação, os sintomas podem incluir pele quente e seca, temperatura corporal elevada, confusão mental, perda de consciência e convulsões. A condição é grave e requer atendimento médico de emergência.
Ao identificar sinais de agravamento, a pessoa deve ser retirada imediatamente do ambiente quente para um local fresco, à sombra e ventilado. Em situações graves, procure atendimento médico de emergência ou acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) pelo 192.
Nunca deixe crianças, idosos ou qualquer pessoa dentro de veículos estacionados, mesmo que por pouco tempo. A temperatura interna pode aumentar rapidamente, representando um grave risco à saúde.
Os animais de estimação também são afetados pelas altas temperaturas e podem desenvolver desidratação e hipertermia. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), cães e gatos devem ter acesso constante a água fresca e a locais ventilados, protegidos do sol.
A água deve ser mantida na sombra e trocada regularmente para evitar que esquente. Para gatos, a recomendação é disponibilizar mais de um recipiente pela casa e, quando possível, fontes de água corrente para estimular a ingestão de líquidos.
Passeios com cães devem ser feitos nos horários mais amenos, preferencialmente no início da manhã ou no final do dia. Mesmo nesses períodos, é importante levar água para oferecer ao animal.
Nos horários de pico, o asfalto e outras superfícies podem atingir temperaturas altas, causando queimaduras nas patas. O calor intenso também aumenta o risco de desidratação e hipertermia.
Assim como as pessoas, os animais não devem ficar dentro de veículos estacionados, pois o ambiente pode aquecer rapidamente, mesmo com janelas parcialmente abertas.
Os mesmos cuidados devem ser observados em casinhas, caixas de transporte e outros locais que possam ficar expostos ao sol ou sem ventilação adequada. Os animais precisam de acesso a ambientes frescos, ventilados e protegidos do calor.
Animais idosos, com sobrepeso, doenças cardíacas ou respiratórias e cães de focinho curto, como pug e bulldog, requerem cuidados redobrados, pois são mais suscetíveis à hipertermia.
Respiração acelerada ou ofegante, cansaço, salivação excessiva, alterações no apetite, vômitos, desmaios e convulsões são sinais que indicam que o animal está enfrentando problemas com o calor. A hipertermia em casos graves pode ser fatal.
Ao detectar sinais de superaquecimento, retire o animal imediatamente do local quente e busque atendimento veterinário. A avaliação profissional é crucial, principalmente se houver alterações na consciência ou dificuldades respiratórias.
Além de proteção contra o calor, o CRMV-SP recomenda manter os cuidados preventivos de rotina, como vacinação, vermifugação e controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas.
Durante ondas de calor, aumente a atenção para pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. O Ministério da Saúde sugere identificar quem está mais vulnerável e oferecer suporte, garantindo acesso a água e a um ambiente fresco.
O mesmo cuidado deve ser aplicado aos animais domésticos, que dependem de seus tutores para obter água, sombra e ventilação adequada.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça que a hidratação, a redução da exposição ao sol e a permanência em ambientes frescos são medidas fundamentais para amenizar os riscos associados às altas temperaturas. Bebês, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas precisam de cuidados especiais durante períodos de calor intenso.