O arquiteto Márlio Raposo Dantas, responsável por projetos que marcaram a identidade visual de Santos, morreu nesta terça-feira (11). Ao longo da carreira, ele participou da construção de uma estética marcante na cidade e esteve à frente de projetos como os edifícios Pasteur, na Avenida Ana Costa, Lídia I, na Ponta da Praia, Casa Branca, no Gonzaga, Lex Urbis, no Centro, e o Universo Palace, no José Menino.
Nascido em Pernambuco, Márlio Dantas se mudou para Santos logo após se formar na área, em 1960, atraído pelo potencial do mercado imobiliário, que estava em expansão na época.
Após uma experiência profissional na construtora Arena, o arquiteto fundou, em 1978, a DRM Incorporadora, Construtora e Administradora LTDA. Foi à frente da empresa que construiu uma trajetória marcada por projetos com forte conceito arquitetônico, com referências como o uso de concreto armado aparente e a valorização da estrutura.
Considerado um nome de destaque da arquitetura moderna, Dantas também trabalhou ao lado do artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx.
Entre os projetos desenvolvidos por Burle Marx dos quais Márlio participou estão o Aterro do Flamengo e os parques Del Oeste e Del Leste, na Venezuela.
Em 1994, Márlio Dantas foi reconhecido e premiado como Melhor Arquiteto de Santos pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos da Baixada Santista.
O arquiteto também integrou o quadro de professores da Universidade Santa Cecília (Unisanta), onde compartilhou conhecimentos sobre arquitetura com uma nova geração de profissionais.
Márlio Dantas viveu em Santos por cerca de 40 anos. Mais tarde, mudou-se para Cunha, município no interior de São Paulo, e recentemente retornou a Santos, cidade onde morreu.
Fonte: https://santaportal.com.br/