Em todo o estado, são 1.884 apiários, com 234.090 colmeias, e 1.121 meliponários, com 27.347 colmeias. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo As abelhas desempenham um papel crucial na produção de alimentos, transportando pólen entre flores e contribuindo para a reprodução das plantas, a produtividade agrícola e a conservação da biodiversidade. No Dia Nacional da Abelha, celebrado em 3 de outubro, reconhecemos a importância desses polinizadores para a segurança alimentar e geração de renda no campo.
Em São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) desenvolve diversas ações para proteger as abelhas e fortalecer a cadeia produtiva do mel, envolvendo pesquisas da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA) e o trabalho da Defesa Agropecuária em vigilância de doenças, fiscalização, inspeção, rastreabilidade e orientação aos produtores.
A relevância econômica do mel é evidenciada pelos dados. Em 2025, a produção de mel de abelha em São Paulo superou R$ 100 milhões, e produtos como própolis, geleia real, pólen apícola e cera abastecem as indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética.
Atualmente, o estado conta com 1.884 apiários, totalizando 234.090 colmeias, e 1.121 meliponários, com 27.347 colmeias. As duas modalidades de criação somam 261.437 colmeias, o que ressalta a importância do acompanhamento sanitário e do suporte técnico aos criadores.
A saúde das abelhas é fundamental para o sucesso da apicultura. O Programa Estadual da Saúde das Abelhas (PESAb) realiza vigilância de doenças e pragas que afetam tanto as abelhas do gênero Apis quanto as espécies nativas sem ferrão.
As ações incluem vistorias em apiários e meliponários, análise de dados epidemiológicos e monitoramento das condições sanitárias, que orientam medidas de prevenção e controle. Isso contribui para a proteção das colmeias, a qualidade dos produtos e a sustentabilidade da apicultura no estado.
Entre as atribuições do programa estão o cadastramento de produtores e propriedades, a definição de critérios sanitários para o trânsito de abelhas, colmeias, produtos e materiais apícolas, além de ações para minimizar os riscos relacionados ao uso de agrotóxicos nas áreas de alimentação das abelhas.
A educação sanitária é uma parte importante do programa, com orientações a apicultores, meliponicultores, associações e outras entidades do setor, promovendo as melhores práticas para prevenir problemas de saúde e garantir a continuidade das atividades.
O Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) possui 57 unidades de beneficiamento de produtos das abelhas registradas na modalidade industrial.
Além disso, existem 333 estabelecimentos registrados na modalidade artesanal, sendo 30 deles dedicados exclusivamente ao mel e produtos apícolas.
As ações em São Paulo também demonstram a qualidade dos controles sanitários brasileiros diante dos mercados internacionais. Em 31 de agosto, durante uma missão da União Europeia na região de Ribeirão Preto, a Defesa Agropecuária apresentou as iniciativas do Estado na cadeia do mel.
As atividades de vigilância ativa nos apiários, registros auditáveis dos produtores, mecanismos de rastreabilidade e controle do uso de antimicrobianos foram destacadas. Essa ação faz parte de uma auditoria nacional que ocorreu entre 24 de agosto e 4 de setembro, avaliando as cadeias de mel e carne de aves. O relatório final revelou que os controles brasileiros são satisfatórios, representando um avanço para a retomada das exportações, embora ainda dependam do cumprimento das etapas administrativas europeias.
A pesquisa em São Paulo visa ampliar o conhecimento sobre abelhas, aprimorar o manejo e conservar espécies essenciais para os ecossistemas. No APTA Regional de Monte Alegre do Sul, um projeto busca avaliar a instalação de apiários com abelhas Apis mellifera na região.
Segundo Daniel Gomes, coordenador da APTA Regional, a geração de informações técnicas é crucial para fortalecer a atividade dos produtores rurais. O projeto também analisa a disponibilidade de recursos florais ao longo do ano, favorecendo o desenvolvimento sustentável da apicultura.
Em Brotas, um projeto de meliponicultura sustentável promove a conservação ambiental e gera renda, envolvendo capacitações sobre a criação de abelhas nativas sem ferrão, com o foco em conscientização sobre sua importância.
Na pesquisa conduzida por Maria Imaculada Zucchi em Piracicaba, o estudo da diversidade genética da abelha jataí (Tetragonisca angustula) visa contribuir para a conservação dessas populações e recuperação ambiental.
Proteger as abelhas envolve conservar os habitats, observar as condições climáticas, prevenir doenças e promover boas práticas na utilização de defensivos agrícolas. O Instituto Biológico apoia as ações de defesa sanitária com pesquisas e suporte laboratorial.
Analizando abelhas mortas, o Instituto realiza estudos sobre resíduos de pesticidas que podem estar associados à mortalidade, orientando a fiscalização e um uso responsável desses produtos.
Em Pindamonhangaba, o Serviço Laboratorial Regional de Pesquisa em Sanidade Apícola foca na saúde das colmeias e no desempenho produtivo das abelhas africanizadas. O serviço elabora diagnósticos e publica as pesquisas em periódicos científicos.
A apicultura também está presente em São Paulo, que abriga 10 apiários com 193 colmeias e 141 meliponários, somando 2.450 colmeias, destaque para as abelhas nativas sem ferrão.
A pesquisa com polinizadores é realizada no cafezal urbano do Instituto Biológico, que também promove práticas de agricultura regenerativa e manejo sustentável. Estas ações visam compreender como a presença de polinizadores pode aumentar a produtividade e qualidade do café.
A educação ambiental é essencial para conectar a população ao universo das abelhas. No Museu do Instituto Biológico, a exposição “Planeta Inseto” permite aos visitantes aprender sobre a importância das abelhas para o ambiente e a produção de alimentos.
O Recanto das Abelhas, com uma colônia de iraí, apresenta um espaço com câmeras que mostram ao vivo o funcionamento da colônia. Dessa forma, os visitantes podem observar a divisão de tarefas entre a rainha, operárias e zangões.
A visitação ao Planeta Inseto é gratuita e acontece de terça a domingo, das 9h às 16h, no Museu do Instituto Biológico, localizado na Avenida Dr. Dante Pazzanese, 64, na Vila Mariana, São Paulo.