A Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão contra um jovem de 21 anos investigado por esconder um telefone celular em um banheiro para, supostamente, gravar mulheres sem autorização em Santos, no litoral de São Paulo. O suspeito foi detido para prestar esclarecimentos, mas acabou liberado após o procedimento, já que o crime apurado é, em tese, de menor potencial ofensivo.
A investigação é conduzida pelo 3º Distrito Policial e apura o crime de registro não autorizado da intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal. As diligências ocorreram na segunda-feira (14) em um escritório localizado em um edifício comercial, no bairro Aparecida, e em uma residência na Encruzilhada, ambos vinculados ao investigado.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam um telefone celular, um computador, um notebook e outros materiais considerados relevantes para a investigação. Também foram encontrados quatro simulacros de arma de fogo do tipo airsoft. Dois deles estavam sem a ponteira laranja, item exigido para facilitar a identificação visual de que não se tratam de armas reais.
Após a operação, o jovem compareceu espontaneamente à delegacia, onde prestou depoimento. Segundo a Polícia Civil, ele reconheceu ser o proprietário do celular apreendido, confirmou que esteve nos locais investigados e forneceu voluntariamente as senhas dos equipamentos eletrônicos, autorizando a extração dos dados e a realização de perícia.
Apesar da condução à unidade policial, o investigado foi liberado após o depoimento. Como o delito investigado é considerado de menor potencial ofensivo, não houve indiciamento nesta fase e o procedimento foi encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
As investigações, no entanto, estão longe de terminar. Todo o material eletrônico recolhido será analisado por peritos para verificar a existência de outras gravações, identificar eventuais vítimas e apurar se há indícios da prática de outros crimes. A Polícia Civil também irá investigar se os equipamentos podem conter elementos relacionados a infrações patrimoniais ou a outros delitos eventualmente cometidos pelo suspeito.
O caso segue sob sigilo judicial para preservar a apuração e a identidade de possíveis vítimas. Se confirmada a prática, o investigado poderá responder pelo crime de registro não autorizado da intimidade sexual, cuja pena varia de seis meses a um ano de detenção, além de multa, podendo haver novos desdobramentos caso a perícia revele outras condutas criminosas.
Fonte: https://santaportal.com.br/