Guia para Seleção de Equipamentos, Estruturas e Soluções Baseadas na Natureza apresenta orientações para planejamento de áreas verdes e espaços de lazer em loteamentos, condomínios e bairros planejados. Foto: Divulgação/Governo de SP O uso de jardins de chuva e o plantio de árvores são estratégias eficazes para mitigar enxurradas e amenizar o calor em condomínios e loteamentos. Em vista disso, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) lançou um guia prático para ensinar técnicas que utilizam soluções naturais para resolver problemas urbanos.

Desenvolvido em parceria com entidades do setor da construção, o “Guia para Seleção de Equipamentos, Estruturas e Soluções Baseadas na Natureza” oferece diretrizes para o planejamento de áreas verdes e espaços de lazer em loteamentos, condomínios e bairros planejados.

As Soluções Baseadas na Natureza (SBN) fazem uso de elementos como vegetação, solo e água para proporcionar soluções sustentáveis. Por exemplo, um jardim de chuva é projetado para reter temporariamente a água da chuva que escorre pelas ruas, facilitando sua infiltração no solo e reduzindo o risco de alagamentos.

O guia também inclui orientações para a criação de viveiros de mudas, passarelas, espaços de educação ambiental e outras estruturas recreativas. A proposta é que essas iniciativas sejam planejadas em conjunto, considerando as características específicas e as necessidades de cada local.

A seleção de uma solução depende de fatores como a inclinação do terreno, tipo de solo, vegetação existente e o percurso da água da chuva. O guia ainda destaca como cada estrutura se relaciona com a permeabilidade do solo e quais são as regulamentações aplicáveis a áreas verdes e espaços de lazer.

O documento apresenta fichas detalhadas que descrevem o funcionamento das diferentes soluções, locais de aplicação e cuidados a serem observados no planejamento. Confira algumas das soluções apresentadas pelo guia:

1 – Jardim de chuva: área rebaixada e vegetada que recebe e retém temporariamente a água da chuva, contribuindo para a redução do escoamento nas vias.

2 – Biovaleta: canal vegetado que conduz a água de forma mais lenta, retendo parte dos sedimentos que a acompanham.

3 – Bacia vegetada: área ajardinada que armazena água da chuva por determinado período e contribui para a diminuição do volume de água que chega simultaneamente à rede de drenagem.

4 – Horta e pomar: áreas de cultivo que incentivam a convivência e a educação ambiental.

5 – Playground integrado à área verde: espaço projetado para brincadeiras, levando em consideração a sombra das árvores e o tipo de piso utilizado.

6 – Corredor ecológico: ligação entre áreas vegetadas que favorece a movimentação de animais silvestres e a dispersão de plantas.

Vale ressaltar que a inclusão de uma solução no guia não implica em autorização automática para sua instalação em qualquer terreno. Cada projeto deve estar em conformidade com a legislação vigente e, quando necessário, ser submetido à análise e autorização dos órgãos competentes.

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Equipe editorial do Repórter São Paulo.

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