Foto: Celso Silva/SEDPcD O “Manual de Melhores Práticas de Turismo Inclusivo” foi lançado, reunindo experiências de acessibilidade e inclusão em destinos turísticos, equipamentos culturais, eventos e programas municipais. Esta publicação é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) e a Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH-USP).

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A seleção das iniciativas que fundamentam o manual levou em consideração características de boas práticas em acessibilidade, como a capacidade de superar barreiras significativas, engajar o público-alvo, capacitar equipes, fornecer informações corretas e oferecer referências que podem ser adaptadas em outros contextos. Foram valorizadas soluções inovadoras que incentivassem outros agentes a comprometer-se com a inclusão, os quais foram critérios fundamentais no processo de avaliação.

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O material aborda a acessibilidade de maneira abrangente, englobando aspectos arquitetônicos, comunicacionais, metodológicos, instrumentais, programáticos, atitudinais e estéticos. Uma boa prática é definida como uma resposta eficaz a uma barreira identificada, aplicada e aprimorada, cuja experiência pode servir como referência para adaptações em diferentes cenários.

A identificação das experiências baseou-se em um levantamento extenso de iniciativas de turismo acessível no estado, seguido por uma série de etapas de avaliação e categorização. O processo contou com a participação de pesquisadores, profissionais de acessibilidade e inclusão, pessoas com deficiência, representantes da sociedade civil, além de entrevistas, observações, análises documentais, visitas técnicas e diálogos com os responsáveis pelas iniciativas selecionadas.

As experiências escolhidas contemplam diversos grupos, incluindo pessoas com deficiência física, visual, auditiva, intelectual, autistas e idosos. Esta publicação visa documentar as soluções implementadas e os resultados obtidos, contribuindo para a difusão de referências que podem ser adaptadas por outros destinos e equipamentos turísticos.

O estudo serviu como base para a seleção de 15 iniciativas reconhecidas como Boas Práticas de Turismo Inclusivo de 2026, durante uma cerimônia realizada em São Paulo no dia 14. Entre as iniciativas destacadas estão: Festa da Uva (Jundiaí), Linha Inclusiva no Turismo Industrial (São Bernardo do Campo), Programa Praia Acessível (Caraguatatuba), Onda BGF (Bertioga) e outros grandes eventos, além do Museu do Futebol, Museu do Ipiranga e Pinacoteca em São Paulo. O estudo também inclui experiências do Museu Histórico e Pedagógico Índia Vanuíre (Tupã), Projeto Pé na Estrada (São Sebastião), Rede dos Sonhos (Socorro), Sabina (Santo André), Sesc Bertioga e Moinho Povos Unidos (Holambra).

O projeto resultou ainda na publicação “Turismo Inclusivo e Competitividade no Estado de São Paulo – Iniciativas que Inspiram”, que compila iniciativas de acessibilidade e inclusão de 227 municípios. A pesquisa gerou uma base com mais de 300 ações, abrangendo diversos segmentos do turismo, apresentando exemplos que podem contribuir para a disseminação e adaptação de práticas de acessibilidade em outros destinos.

As publicações estão disponíveis em: https://sites.usp.br/neat/tico/.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/sp-manual-boas-praticas-turismo-inclusivo/

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