Proposta do orçamento foi encaminhada pelo Governo de SP à Assembleia Legislativa de SP. Foto: Divulgação/Governo de SP Nesta quarta-feira (30), o Governo de São Paulo enviou à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) o projeto da Lei Orçamentária Anual para 2027, que totaliza R$ 411,2 bilhões. Esse valor representa um aumento de 7,56% em relação à Lei Orçamentária de 2026, que foi de R$ 382,3 bilhões. Agora, a proposta aguarda a análise e votação dos deputados estaduais.

Os setores de Educação, Saúde e Segurança Pública receberão os maiores investimentos do Estado para o próximo ano. A área da Saúde receberá recursos para a construção de novos hospitais em cidades como Itapetininga, Campinas e Birigui, além da nova unidade de emergência do HC de Ribeirão Preto. Também se destacam os investimentos em mobilidade urbana, com R$ 14 bilhões destinados à expansão das linhas de metrô e quase R$ 6 bilhões para rodovias.

Os 645 municípios de São Paulo também ampliaram sua participação, totalizando R$ 86,3 bilhões para 2027, o que representa um incremento de 8% em relação ao valor previsto na proposta de 2026.

Segurança

As ações de segurança pública continuam como prioridade do Governo de São Paulo, com um orçamento de R$ 28,8 bilhões. A Secretaria de Segurança Pública contará com R$ 22,1 bilhões, incluindo R$ 569 milhões destinados a obras, reformas e aquisição de viaturas e equipamentos de segurança. Outros R$ 6,7 bilhões serão alocados à Secretaria de Administração Penitenciária, com investimentos de R$ 61 milhões para a modernização do sistema prisional.

Educação

Para a Educação, o orçamento totaliza R$ 36,2 bilhões. No setor de ensino técnico, sob a responsabilidade do Centro Paula Souza, serão reservados R$ 4,6 bilhões, com R$ 482 milhões destinados à modernização e ampliação das Escolas Técnicas e Faculdades de Tecnologia. As universidades estaduais receberão R$ 19,3 bilhões, correspondendo a 9,57% da participação do Estado na arrecadação do ICMS.

Saúde e proteção social

Para a Saúde, estão previstos R$ 39,6 bilhões, com ênfase no fortalecimento da Tabela SUS Paulista para procedimentos realizados em hospitais, como Santas Casas e unidades municipais. O programa complementa em até cinco vezes os valores da tabela federal do SUS, com R$ 34,7 bilhões destinados à atenção médica, ambulatorial e hospitalar; R$ 5,6 bilhões para o suporte à Tabela SUS Paulista; R$ 3,2 bilhões para aquisição de medicamentos; R$ 1,2 bilhão em apoio financeiro a entidades filantrópicas; e R$ 2,3 bilhões em investimentos para novos hospitais.

Para fortalecer a rede paulista de proteção social, a proposta inclui mais R$ 2,2 bilhões, sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Social, com R$ 600 milhões destinados ao Programa SuperAção SP.

Mobilidade e transporte

O sistema de transporte sobre trilhos receberá mais de R$ 14 bilhões em investimentos, seguindo a política de expansão da rede. Serão R$ 3,2 bilhões para a Linha 2-Verde do Metrô, R$ 1 bilhão para a Linha 4-Amarela, R$ 1,8 bilhão para a Linha 5-Lilás, R$ 2,4 bilhões para a Linha 6-Laranja, R$ 1 bilhão para a Linha 15-Prata e R$ 568 milhões para a Linha 17-Ouro.

No Trem Intercidades, o trecho São Paulo-Campinas contará com R$ 1,6 bilhão, enquanto a rede ferroviária receberá R$ 441 milhões para a parceria público-privada das Linhas 11, 12 e 13 e R$ 266 milhões para a continuação das obras de modernização das Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Os investimentos em rodovias e logística somam R$ 5,9 bilhões, incluindo R$ 1,9 bilhão para obras de duplicação e melhorias nas estradas paulistas; R$ 1,2 bilhão para obras dos contornos e melhorias da Nova Tamoios; R$ 719 milhões para recuperação de estradas vicinais; R$ 1,6 bilhão para o Rodoanel Norte; R$ 324 milhões para travessias litorâneas e R$ 194 milhões para o avanço da Hidrovia Tietê-Paraná.

Habitação

No maior programa habitacional da história, o “Casa Paulista” receberá R$ 2,5 bilhões, incluindo R$ 782 milhões para o Fundo Paulista de Habitação de Interesse Social; R$ 1,7 bilhão para a CDHU e R$ 24 milhões para ações de reassentamento e moradias em áreas vulneráveis.

O foco em resiliência climática será reforçado pela nova Agência São Paulo Águas, que destinará R$ 1 bilhão para ações de combate a enchentes e segurança hídrica.

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