O novo complexo tem capacidade para até 45 vagas rotativas e atenderá ao público masculino. Foto: Governo de SP O Governo de São Paulo inaugurou no dia 15 de outubro um novo complexo de Casas Terapêuticas em Santo André, região do ABC. Com essa entrega, o estado agora possui 16 complexos em operação, reforçando o compromisso do governo no enfrentamento dos transtornos causados pelo uso de substâncias psicoativas.
A cerimônia de inauguração contou com a presença da Secretária Executiva de Desenvolvimento Social, Juliana Armede, do Secretário de Desenvolvimento Social de Santo André, Eduardo Leite, e da Coordenadora de Reintegração Social e Projetos Especiais da Diretoria de Políticas Sobre Drogas (DPOD), Levilda Maria Jardim de Oliveira.
Criado durante a atual gestão, o serviço tem como foco pessoas em situação de rua acima de 18 anos. O novo complexo oferece até 45 vagas rotativas e atenderá exclusivamente o público masculino. O acolhimento pode durar até dois anos, com um investimento de R$ 200 mil na implantação do serviço e um custeio anual de R$ 2,6 milhões.
Juliana Armede declarou: “A entrega do Complexo de Casas Terapêuticas reafirma o compromisso do Governo do Estado de São Paulo com as pessoas que precisam ser vistas, acolhidas e cuidadas. Este trabalho exige dedicação, respeito e perseverança, resultando em uma das maiores conquistas que é a reconstrução de trajetórias e a recuperação da autonomia, visando o retorno ao convívio social com novas oportunidades de vida.”
Levilda de Oliveira acrescentou: “Cuidar é reconhecer a dignidade de cada pessoa e oferecer condições para que ela volte a acreditar em si mesma e no futuro. Com as Casas Terapêuticas, o Governo de São Paulo reafirma uma política pública que vai além do acolhimento, promovendo novas possibilidades de recomeço e a recuperação da autonomia e da vida em sociedade.”
O serviço das Casas Terapêuticas é desenvolvido por uma equipe de psicólogos, assistentes sociais, socioeducadores e nutricionistas, estruturado em quatro fases: Acolher, Despertar, Transformar e Caminhar. Esse processo, que pode se estender por até dois anos, busca ensinar aos acolhidos habilidades de autocuidado e autoorganização, além de promover terapias individuais e atividades socioeducativas e culturais, incentivando o retorno aos estudos e ao mercado de trabalho até que a autonomia financeira e a estabilidade de moradia sejam alcançadas.
O acompanhamento no complexo é dividido em quatro fases que respeitam a trajetória e as necessidades de cada acolhido, podendo durar até dois anos, conforme avaliação técnica.
Na fase ‘Acolher’, o foco está na construção de uma rotina e no fortalecimento do autocuidado, através de um estudo de caso individualizado. Durante esta etapa, os acolhidos recebem suporte para retomar hábitos diários, como cuidados pessoais, vestuário e organização do ambiente, além de desenvolverem habilidades de convivência e comunicação.
Na etapa ‘Despertar’, as oportunidades de participação em atividades individuais e coletivas são ampliadas, englobando atendimentos terapêuticos, ações socioeducativas, culturais e de lazer. Esta fase também propõe a construção de projetos de vida individualizados.
A fase ‘Transformar’ é voltada para a revisão e acompanhamento desses projetos. Os acolhidos são encorajados a retomar os estudos, adquirir novas competências e buscar oportunidades de reinserção no mercado de trabalho, respeitando suas singularidades e promovendo autonomia e reintegração social.
Na fase final, denominada ‘Caminhar’, o foco é na manutenção das conquistas durante todo o processo. Nessa fase, os acolhidos passam a viver em novas moradias e buscam consolidar sua autonomia financeira com o suporte da equipe interdisciplinar, essencial para a continuidade do cuidado.
Após a conclusão das quatro etapas, os acolhidos continuam a receber acompanhamento da equipe técnica por pelo menos seis meses, com o objetivo de prevenir recaídas e fortalecer a autonomia, garantindo a manutenção dos avanços alcançados durante o acolhimento.
Esse trabalho é articulado com outros serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde, assistência social e educação, permitindo um acompanhamento das diferentes dimensões da trajetória de cada acolhido e ampliando as possibilidades de reinserção social.