Após essa avaliação, as equipes iniciaram os preparativos para o deslocamento até os pontos identificados. Foto: Governo de SP No dia 12 de outubro de 2026, o Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo deu início a uma nova fase na operação de apoio ao combate aos incêndios florestais no Amazonas.

Durante a manhã, uma equipe liderada pelo Coronel Menezes, Capitão Spacassassi, Tenente Saltorato e Sargento Arruda fez um reconhecimento das áreas afetadas, avaliando o terreno, os focos ativos de incêndio e as estratégias necessárias para o combate.

Após essa avaliação inicial, as equipes começaram a se preparar para o deslocamento até os pontos identificados. Para acessar as áreas de atuação, é necessário realizar um deslocamento terrestre de aproximadamente uma hora, seguido de cerca de duas horas de caminhada em trilhas e terrenos de difícil acesso.

Nesta primeira fase da operação, 24 bombeiros estão divididos em duas frentes de trabalho: 12 dedicados ao combate direto às chamas e outros 12 envolvidos em atividades de reconhecimento e avaliação das áreas afetadas.

Além disso, a operação contará com apoio aéreo para a identificação de pontos de calor por meio de imagens térmicas, que auxiliarão na direção das equipes terrestres e na definição de estratégias de combate.

O planejamento logístico e operacional é fundamental, principalmente devido às dificuldades de acesso às regiões impactadas, onde o combate direto dependerá da atuação das equipes em solo.

O Corpo de Bombeiros de São Paulo permanece em apoio às forças locais, contribuindo com efetivo especializado, equipamentos e experiência operacional para o enfrentamento dos incêndios florestais.

A força-tarefa paulista conta com 25 profissionais do Corpo de Bombeiros, especializados em combate a incêndios, além de cinco integrantes da Defesa Civil estadual.

No dia 11 de outubro, o Governo de São Paulo iniciou o envio de materiais para reforçar o combate aos incêndios. Entre os itens estão retardantes de incêndio, drones, cisternas e equipamentos para geração de energia.

Na manhã do dia 12, chegaram a Manaus os sistemas de internet via satélite Starlink e painéis solares para recarga. As estações de energia com baterias de lítio, conhecidas como minigeradores, serão enviadas junto com os retardantes de chamas, cisternas e equipamentos do Corpo de Bombeiros na terça-feira, dia 13.

Os profissionais usarão esses equipamentos no combate direto às chamas, na contenção da propagação do fogo e na proteção de áreas ameaçadas. As equipes também auxiliarão nas ações de controle e extinção dos incêndios, especialmente em locais de difícil acesso, onde as condições ambientais e a extensão das áreas afetadas representam desafios adicionais.

O comandante da operação, Capitão Fabio Scapassassi, do Corpo de Bombeiros, comentou: “Hoje, nossa equipe, composta tanto pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo quanto pela Defesa Civil Estadual, já foi a campo para fazer o reconhecimento da área de atuação. Nossa equipe se deslocou até o ponto mais próximo utilizando uma viatura e aeronave, identificando os principais focos ativos para a atuação. Neste momento, temos duas equipes empregadas, sendo que uma já está se deslocando para iniciar o combate. Também dispomos de equipamentos para o combate direto às chamas.”

A missão inclui quatro cisternas, com capacidade total de até 24 mil litros de água. Esses reservatórios poderão abastecer tanto as equipes em solo quanto as que atuam com helicópteros, facilitando o abastecimento em locais remotos.

Outro recurso enviado é a quantia de 11 mil litros de retardante de incêndio, um produto que potencializa a ação da água e ajuda a prevenir que a vegetação volte a pegar fogo após o controle das chamas.

A força-tarefa também conta com dois drones da Unidade de Aviação e Veículos Aéreos Não Tripulados (UAVI), que serão utilizados para monitorar áreas de difícil acesso e planejar as ações das equipes. Esses equipamentos já foram empregados em um incêndio de grandes proporções em uma indústria química em Itaquaquecetuba, em agosto, apoiando o trabalho dos bombeiros em áreas de difícil aproximação.

“Já estabelecemos, juntamente com os coordenadores da operação no Amazonas, o possível local de armazenamento dos retardantes que chegarão amanhã. Eles estarão localizados no aeroporto onde as aeronaves estão concentradas para que possam ser usados prontamente. Durante a visita de hoje, encontramos muita fuligem, fumaça e dificuldade de locomoção; alguns locais com incêndio demandam mais de 2 km de caminhada. As equipes iniciarão os trabalhos de combate ao incêndio neste primeiro dia de atuação no Amazonas”, complementou o Tenente Ramatuel Diego Dantas, da Defesa Civil estadual, membro da força-tarefa.

Esta mobilização reforça a cooperação entre os estados brasileiros em situações de emergência, além de evidenciar o compromisso do Corpo de Bombeiros de São Paulo com a preservação da vida, do patrimônio e do meio ambiente.

Os profissionais mobilizados por São Paulo trazem consigo a experiência adquirida em operações de combate a incêndios florestais de grande complexidade. Em 2024, o estado enfrentou uma das temporadas de incêndios mais severas de sua história, necessitando da mobilização de equipes e recursos em diversas regiões.

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Equipe editorial do Repórter São Paulo.

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