Os banhistas também devem evitar entrar no mar perto de rios, córregos, canais e saídas de água da chuva. Foto: Divulgação/Governo de SP De acordo com o boletim publicado na quinta-feira (3) pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), das 175 praias monitoradas no litoral paulista, 144 estão consideradas próprias para banho, representando 82,3% do total. As 31 praias restantes estão impróprias e devem ser evitadas pelos banhistas.
No Litoral Norte, 83 das 98 praias avaliadas estão aptas para banho, o que equivale a 84,7%. Entre as que estão próprias, destacam-se Itamambuca, em Ubatuba; Martim de Sá, em Caraguatatuba; e Sino, em Ilhabela, enquanto 15 praias foram classificadas como impróprias.
Já na Baixada Santista, 56 dos 72 locais analisados estão adequados para banho, com uma taxa de 77,8%. As praias da Enseada-Indaiá, em Bertioga; Iporanga, no Guarujá; e Praia da Divisa, em São Vicente integram a lista das praias próprias. Outros 16 pontos não são recomendados para uso recreativo.
No Litoral Sul, todas as cinco praias monitoradas estão próprias para banho. Apesar do cenário positivo, a Cetesb ressalta que as condições do mar podem se alterar rápidamente após chuvas. Portanto, é aconselhável aguardar pelo menos 24 horas após uma chuva intensa antes de entrar na água, mesmo que a praia apresente bandeira verde.
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“Durante a chuva, a água das ruas e solo pode transportar lixo e resíduos para córregos, canais e eventualmente para o mar. Por isso, mesmo em praias consideradas próprias, o mais seguro é esperar 24 horas após chuvas fortes”, afirma Claudia Lamparelli, gerente do Setor de Águas Litorâneas da Cetesb.
Os banhistas também devem evitar se banhar nas proximidades de rios, córregos, canais e saídas de águas pluviais, pois esses locais podem acumular água contaminada, apresentando riscos mesmo quando o restante da praia é próprio.
A Cetesb coleta amostras de água em pontos específicos, nas áreas mais frequentemente utilizadas pelos banhistas, e envia o material para análises laboratoriais. Os testes verificam a presença de enterococos, um grupo de bactérias que serve como indicador de contaminação fecal.
A classificação considera os resultados das cinco semanas mais recentes e respeita os critérios da Resolução Conama nº 274/2000. Uma praia é considerada imprópria quando:
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A análise conjunta das cinco semanas permite identificar tendências nas condições da água, reduzindo o impacto de oscilações pontuais.
Os resultados são atualizados semanalmente às quintas-feiras e podem ser acessados no site da Cetesb (cetesb.sp.gov.br) e no aplicativo Cetesb Mobile, disponível para Android e iOS. Nos 175 pontos monitorados, a classificação é sinalizada por bandeiras: bandeira verde indica praia própria para banho, enquanto a vermelha identifica praias impróprias.