Ao longo dos anos, a DAS aprimorou técnicas especializadas de investigação, inteligência e negociação. Com as mudanças nas práticas criminosas – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo A Divisão Antissequestro (DAS) da Polícia Civil de São Paulo comemorou 25 anos de atuação, refletindo sobre as significativas alterações no cenário de sequestros que motivaram sua criação. Em 2001, o estado registrava de 350 a 400 sequestros anualmente, enquanto atualmente os “sequestros clássicos” – onde a vítima é mantida em cativeiro mediante exigência de resgate – são considerados ocorrências pontuais, segundo dados da unidade especializada.
Durante essas décadas, a DAS aprimorou suas técnicas de investigação, inteligência e negociação. Com a evolução nas práticas criminosas, a divisão expandiu sua atuação para enfrentar novas modalidades, como o “golpe do amor”, em que criminosos enganam a vítima com falsas promessas amorosas e a mantêm sob controle para extorqui-la, frequentemente por meio de transferências bancárias.
Para celebrar os 25 anos da divisão, a Polícia Civil organizou uma cerimônia no auditório da Academia de Polícia (Acadepol) nesta quinta-feira (1º). O evento contou com a presença de autoridades e policiais que contribuíram para a história da unidade.
“Como policial civil, tive a honra de fazer parte dessa unidade e guardo memórias incríveis. Embora houvesse momentos de desespero e tensão ao entregar a vítima às suas famílias, a satisfação no reencontro era incomensurável. Isso é fruto de um trabalho intenso de inteligência, investigação e negociação,” destacou Osvaldo Nico Gonçalves, secretário da Segurança Pública, durante seu discurso.
Ele também enfatizou que a evolução tecnológica tem sido crucial para superar desafios nas investigações. Gonçalves mencionou a contribuição das operadoras de telefonia e os avanços nos sistemas de localização como fatores que fortaleceram o trabalho policial.
Artur Dian, delegado-geral de Polícia que atuou por 13 anos na DAS, relembrou alguma ocorrências marcantes, incluindo o sequestro de um homem de 75 anos que ficou 156 dias em cativeiro.
“Houve um caso em que um senhor de 75 anos permaneceu 156 dias em cativeiro. Conseguimos resgatá-lo sem que a família precisasse pagar o resgate. Essa foi a ocorrência mais longa atendida pela unidade,” destacou Dian.
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Quando a DAS foi criada, São Paulo enfrentava uma alta taxa de sequestros. A unidade foi estruturada com equipes especializadas em investigação, localização de cativeiros e negociação em casos onde as vítimas estavam sob a alçada de criminosos.
Ao longo dos anos, a divisão passou por diversas reestruturações na Polícia Civil, integrando o Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) em 2019.
Apesar das mudanças no perfil das ocorrências, um aspecto se manteve constante: o contato estreito com as famílias das vítimas. O delegado divisionário da DAS, Fábio Nelson Fernandes, afirma que, além de conduzir a investigação, acolher os familiares é uma parte essencial do trabalho.
“Nosso desafio é acolher essas famílias, fazendo com que se sintam confiantes em um momento tão difícil. Nós vivemos juntos com a família essa experiência, com o objetivo central de garantir que, através do trabalho dos policiais, a vítima retorne para casa,” afirmou Fernandes.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/divisao-antissequestro-completa-25-anos-com-novas-frentes-de-atuacao-em-sp/