Na Linha 13-Jade e no serviço Expresso Aeroporto, a CPTM atuará na supervisão e acompanhamento de todas as atividades operacionais da concessionária. Foto: Divulgação/Governo de SP A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) deu início, nesta terça-feira (6), à fase de retorno da Trivia Trens às operações da Linha 13-Jade e do serviço Expresso Aeroporto. Esta medida de supervisão, controlada pela CPTM e determinada pela Artesp (Agência Reguladora de Transporte do Estado), visa um retorno gradual da concessionária às atividades de transporte sobre trilhos, priorizando segurança e qualidade.
Na Linha 13-Jade e no serviço Expresso Aeroporto, a CPTM exercerá um papel direto na supervisão e acompanhamento presencial de todas as operações da concessionária, com o processo de supervisão previsto para continuar até o dia 25, sem alterações nos horários, intervalos e integrações.
Durante esse período, a CPTM avaliará o desempenho da concessionária, que será fiscalizada pela Artesp. A Trivia Trens recomeça as operações, atendendo nas estações e realizando a manutenção de equipamentos, como elevadores e escadas rolantes, seguindo o mesmo protocolo da fase de transição pré-operacional da concessão.
De acordo com o cronograma aprovado pela Artesp, a CPTM manterá o controle sobre as operações das Linhas 11, 12 e 13 por um período de 90 dias. Para que a Trivia Trens possa reter a totalidade dos serviços, sua atuação nesta nova fase de operação conjunta com a CPTM deverá ser aprovada.
No dia 24 de julho, a Trivia Trens foi afastada da operação por um período de até 90 dias após uma medida cautelar da Artesp. Essa ação foi motivada por registros de falhas, e a agência exigiu o retorno à fase inicial da etapa pré-operacional do contrato, onde a CPTM assume a operação e a concessionária apenas acompanha.
Durante o período de afastamento, a equipe da Trivia Trens retomou os treinamentos operacionais e de manutenção de veículos e equipamentos. A Artesp também demandou um plano de ação da empresa, que inclui cronogramas de treinamentos, revisão de procedimentos operacionais e aprimoramento dos protocolos de emergência.
Este plano de ação estipula a capacitação técnica das equipes, contendo atividades práticas para situações de emergência, além de promover a comunicação e integração com outros operadores do sistema ferroviário.
Além disso, as medidas exigidas preveem a atualização de planos operacionais e protocolos sobre Paese, evacuação, resgate e comunicação com passageiros, integrando lições aprendidas da experiência de implantação. Desde julho, a CPTM supervisionou exercícios práticos que incluem transbordo entre trens, resposta a falhas na rede aérea e acionamento do Paese.
Quanto à apuração das causas e responsabilidades relacionadas às falhas registradas em julho, a Artesp desenvolve duas frentes de investigação. A primeira consiste em um processo sancionador que resultou na medida cautelar e investiga a resposta operacional da concessionária diante do ocorrido.
A segunda linha de investigação ocorre na Comissão Permanente de Segurança (Copese) e busca determinar as causas técnicas do incidente. Ambos os processos estão em andamento na Artesp.