PEARC está alinhado ao programa São Paulo Sempre Alerta para enfrentar eventos climáticos extremos no Estado com a chegada do fenômeno El Niño. Foto: Divulgação/Governo de SP No dia 15 de outubro, o Governo de São Paulo lançou um pacote abrangente que inclui 181 ações interligadas entre 50 instituições, visando preparar o Estado para lidar com os impactos das mudanças climáticas. O investimento totaliza R$ 29 bilhões até 2029. Esta iniciativa está inserida no Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), desenvolvido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (SEMIL). As ações vêm sendo implementadas continuamente desde 2023 e se intensificam com a iminente chegada do fenômeno El Niño.
“São Paulo se destaca como pioneiro ao integrar o monitoramento das adaptações às mudanças climáticas no planejamento a longo prazo, através do PEARC. Este plano é um instrumento fundamental que orienta e supervisa as ações essenciais para reduzir vulnerabilidades e aumentar a resiliência do território paulista”, destacou Natália Resende, secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística.
O PEARC foi elaborado com a colaboração da Agência de Cooperação Técnica Alemã, GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit) e está alinhado ao programa São Paulo Sempre Alerta, que visa enfrentar eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño.
O processo de elaboração das medidas considerou as sugestões provenientes do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC). “Os principais pontos abordados incluem o fortalecimento do apoio à agenda climática local, novas soluções tecnológicas para a gestão de riscos, e aprofundamento das ações nas áreas urbanas e de saúde, especialmente em relação às ondas de calor, além de ênfase nas questões de segurança hídrica”, detalhou Marina Balestero, coordenadora da Assessoria de Mudanças Climáticas da Semil.
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As ações do PEARC foram categorizadas em diversas frentes, abordando temas como temperaturas elevadas, ondas de calor e baixa umidade; impactos na disponibilidade hídrica; incêndios florestais; além de chuvas intensas e eventos associados. O plano também inclui medidas transversais que contemplam biodiversidade, saúde, infraestrutura, habitação, proteção social, agricultura, educação e suporte aos municípios.
Em relação ao tema do calor extremo, o PEARC propõe iniciativas como a ampliação de áreas verdes, a criação de mini florestas urbanas, a educação ambiental, além de estratégias específicas para responder a episódios de calor extremo.
No combate e prevenção aos incêndios florestais, foram desenvolvidas 36 ações que envolvem desde a diminuição dos riscos até o combate ativo ao fogo, além de iniciativas voltadas à proteção da biodiversidade, fortalecimento dos municípios e à saúde da população, no contexto do programa São Paulo Sem Fogo, que está em desenvolvimento pelo Governo de SP.
Em 2026, durante a temporada de estiagem, o Governo de São Paulo já mobilizou mais de R$ 400 milhões em investimentos e ações preventivas no Programa SP Sem Fogo, envolvendo múltiplos órgãos e parceiros. Até setembro, o Estado registrou 45 focos de calor, o menor índice para o mês desde o início da série histórica, em 1998.
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No eixo referente a Chuvas Intensas, Inundações e Deslizamentos, o Governo de São Paulo já investiu mais de R$ 1 bilhão na construção de piscinões, além de R$ 1,7 bilhão em obras de desassoreamento de rios e córregos através dos programas IntegraTietê e Rios Vivos. Para os Impactos na Disponibilidade e Segurança Hídrica, destacam-se a construção das barragens de Pedreira e Amparo, com um investimento de R$ 1,7 bilhão para beneficiar 5,5 milhões de pessoas, além de um aporte de R$ 9 bilhões pela Sabesp para diminuição de perdas e ampliação do abastecimento.
O plano também abrange ações integradas no setor de Educação, com climatização de salas de aula; na Habitação, focando no reassentamento de famílias em risco; na Agricultura, com medidas de apoio aos produtores; e na mobilidade urbana, avaliando a infraestrutura das estradas para os riscos derivados de fenômenos climáticos e os impactos desses eventos extremos na saúde da população.
“O objetivo final é fortalecer a proteção da população, mitigar vulnerabilidades e preservar a infraestrutura e os serviços essenciais, consolidando uma atuação contínua que combine investimentos estruturantes com a preparação e resposta a eventos climáticos extremos”, enfatizou o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, Coronel PM Araújo Monteiro.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/meio-ambiente/conheca-o-plano-estadual-de-resiliencia-as-mudancas-climaticas-do-governo-de-sao-paulo-que-preve-181-acoes-nos-municipios/