As chuvas de setembro contribuíram para a recuperação dos mananciais e para a elevação dos níveis dos reservatórios. Foto: Divulgação/Governo de SP O Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica decidiu manter a operação na Faixa 2 dos reservatórios de água da Grande São Paulo, continuando com a redução da pressão noturna (GDN) por um período de oito horas. Esta deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) e da SP Águas para o mês de outubro alinha-se à metodologia de gestão hídrica do estado.
Embora o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) tenha alcançado a Faixa de Normalidade e o Sistema Cantareira tenha passado para a Faixa de Atuação 1, a flexibilização das medidas operacionais apenas ocorrerá quando ambos os sistemas de abastecimento atingirem a normalidade, conforme a Deliberação Arsesp nº 1.813/2026.
“Estamos seguindo as diretrizes da Deliberação, que visa proteger os reservatórios a médio e longo prazo, mantendo uma abordagem cautelosa quanto ao relaxamento das medidas, sempre buscando o equilíbrio entre a segurança hídrica e a prestação de serviços essenciais à população”, comenta Diego Domingues, diretor-presidente da Arsesp. A reservação atual no Cantareira é de 41,12%, ainda abaixo do mínimo projetado para a normalidade (41,61%).
As chuvas de setembro foram fundamentais para a recuperação dos mananciais. No Cantareira, o acumulado neste mês foi de 282,5 milímetros, representando 358,3% da média climatológica de 78,8 milímetros. No SIM, as chuvas atingiram 353 milímetros, ou 397,1% da média de 88,9 milímetros. No Alto Tietê, a precipitação foi de 247,1 milímetros, correspondendo a 433,1% da média histórica para o período.
Em comparação ao mesmo período de 2025, os níveis de reservação mostraram uma melhoria significativa. O SIM passou de 31,46% para 55,27%, um aumento de 23,81%. No Cantareira, a elevação foi de 12,74%, passando de 28,38% a 41,12%, e no Alto Tietê, os níveis subiram de 25,03% para 54,29%, uma diferença de 29,26%.
Os volumes atuais também superam as projeções das curvas de contingência. O SIM registrou 55,27%, enquanto a projeção era de 33,86%. No Cantareira, o índice foi de 41,12%, superando as expectativas que eram de 23,77%.
As previsões para outubro indicam chuvas acima da média em várias regiões do Estado de São Paulo, especialmente nas áreas sul, litorânea e central. Acompanhar a ocorrência e a distribuição das chuvas, bem como seus efeitos nos rios e reservatórios, será uma prioridade para as equipes técnicas.
“Observamos que o período chuvoso se antecipou, possivelmente devido aos efeitos do El Niño, além de variações significativas de temperatura, com dias de calor extremo. É essencial continuarmos cautelosos, monitorando a situação e resguardando nossos reservatórios para garantir uma condição confortável no médio e longo prazo”, destaca Camila Viana, diretora-presidente da SP Águas.
Desde que a Gestão de Demanda Noturna (GDN) começou em agosto de 2025, a iniciativa resultou em uma economia estimada de mais de 209 bilhões de litros de água, equivalente ao consumo de 36 milhões de pessoas.
A GDN é uma medida preventiva e temporária voltada à segurança hídrica, que implica na redução controlada da pressão na rede de distribuição durante as horas noturnas, quando o consumo é reduzido. Essa iniciativa colabora para minimizar as perdas de água e preservar os volumes armazenados.
A GDN foi implementada em 27 de agosto de 2025, inicialmente com uma duração de oito horas. Em setembro, esse período foi ampliado para dez horas, mas em agosto de 2026, com a melhora das condições hidrológicas, a duração foi reduzida novamente para oito horas.
A Arsesp e a SP Águas continuarão monitorando os níveis dos reservatórios, as chuvas, os fluxos dos rios e outros indicadores críticos de segurança hídrica, com revisões periódicas das medidas pelo Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, de acordo com critérios técnicos e regulatórios estabelecidos.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br/comite-de-seguranca-hidrica-mantem-faixa-2-em-outubro-nos-reservatorios-de-agua-de-sp/