A ETE Parque Novo Mundo atende atualmente cerca de 2 milhões de pessoas nos municípios de São Paulo e Guarulhos. Foto: Divulgação/Governo de SP A ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Novo Mundo, localizada na capital paulista, terá um investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão pela Sabesp, aumentando a capacidade de tratamento de 2,5 m³/s para 6,2 m³/s. Esta ação beneficiará cerca de 3 milhões de pessoas em São Paulo e Guarulhos. A obra é parte do programa Integra Tietê, que inclui ações de saneamento, recuperação ambiental e desassoreamento visando a melhoria das condições do rio e de seus afluentes. O aumento na capacidade de tratamento é crucial para a redução da poluição hídrica e ampliação da infraestrutura de saneamento na Região Metropolitana de São Paulo. O progresso das obras foi acompanhado pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), Natália Resende, durante uma visita técnica realizada na tarde desta quarta-feira (14).

A ampliação abrangerá a construção de novos tanques com a tecnologia Nereda, além da modernização dos decantadores, da estação elevatória de esgoto e de serviços complementares. Com essa ampliação, a capacidade de tratamento da unidade aumentará em aproximadamente 150%, alcançando 6,2 m³/s no primeiro trimestre de 2027.

Atualmente, a ETE Parque Novo Mundo atende cerca de 2 milhões de pessoas em São Paulo e Guarulhos. Com a ampliação, espera-se que o número aumente para aproximadamente 3 milhões, incluindo moradores de bairros como Bela Vista, Bom Clima, Cabuçu, Centro, Cocaia, Fátima, Gopoúva e Itapegica em Guarulhos, bem como Água Rasa, Artur Alvim, Barrocada, Belém e Belenzinho na capital paulista, entre outros.

Durante a visita, foram realizadas atividades de modernização dos decantadores e da Estação Elevatória de Esgoto (EEE), além de serviços complementares destinados à adequação da infraestrutura operacional e à implementação de novos tanques com tecnologia Nereda.

Essa tecnologia utiliza biomassa granular aeróbia para tratar o esgoto, permitindo a remoção de matéria orgânica, nitrogênio e fósforo em um único tanque. O sistema proporciona maior eficiência, reduzindo o consumo de energia e diminuindo o uso de produtos químicos, o que ajuda a minimizar a geração de resíduos e a pegada de carbono em comparação com sistemas convencionais. A ETE Parque Novo Mundo se tornará a primeira estação de tratamento de esgoto da Sabesp a adotar essa tecnologia.

“Investir em saneamento é investir diretamente na saúde das pessoas e na recuperação dos nossos rios. A ampliação da ETE Parque Novo Mundo combina a expansão da capacidade de tratamento com tecnologia moderna, permitindo atender a mais pessoas e contribuindo para a redução da poluição do Tietê. Estas são obras estruturantes que ajudam São Paulo a avançar na universalização do saneamento e na proteção dos recursos hídricos,” destacou a secretária Natália Resende.

No município de São Paulo, a Sabesp já aplicou mais de R$ 15,7 bilhões na expansão dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de ações voltadas para a segurança hídrica. Até 2029, estão programados mais R$ 8,7 bilhões em investimentos, somando quase R$ 25 bilhões.

A Semil e suas vinculadas continuam realizando investimentos em desassoreamento, drenagem, reservatórios de contenção de cheias e gestão dos recursos hídricos na Região Metropolitana de São Paulo. Entre as ações em andamento, estão R$ 1,2 bilhão alocados para desassoreamento, incluindo intervenções nos rios Pinheiros e Tietê; R$ 309,9 milhões para limpeza, manutenção e operação de reservatórios de contenção de cheias; R$ 153,5 milhões no reservatório do Antonico; e R$ 3,4 milhões em obras de contenção da margem esquerda do córrego Pirajuçara.

O programa Rios Vivos contabiliza R$ 730 mil em ações nos municípios de Suzano e Guarulhos, com a retirada de 2.912,85 m³ de material até o momento. O Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) também está investindo R$ 316,5 milhões em projetos de gestão das águas, drenagem, controle de cheias, saneamento básico, resíduos sólidos e proteção dos recursos hídricos.

As intervenções concluídas ampliam a atuação do Estado na recuperação ambiental e na prevenção de alagamentos. O programa Rios Vivos já contabiliza R$ 46,6 milhões investidos, 40 intervenções realizadas e 377.197,57 m³ de material retirados. As obras de desassoreamento totalizam R$ 422 milhões, com intervenções na barragem da Penha e nos rios Pinheiros e Juquery. Reservatórios de contenção de cheias receberam R$ 716,6 milhões, abrangendo Jaboticabal, EU-08, EU-09 e TG-09. Na área de drenagem, os investimentos concluídos totalizam R$ 54,7 milhões, enquanto ações finalizadas com recursos do Fehidro somam R$ 271,7 milhões.

Além disso, está programado um investimento de R$ 128 milhões para novas ações de desassoreamento nos sistemas Taiaçupeba Mirim e Oratório, bem como no rio Tietê, e intervenções do programa Rios Vivos no rio Itaim, em Ferraz de Vasconcelos. Também estão previstos R$ 74 milhões para a limpeza, manutenção e operação de reservatórios de cheias, R$ 178,5 milhões para a implantação do sistema de esgotamento sanitário em Mogi das Cruzes e R$ 123 milhões em novos investimentos do Fehidro.

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