Seris se prepara para inaugurar primeiro Centro de Telepresença do país

“Quem pensa que o sistema de videoconferência é um retrocesso, está enganado. Essa ferramenta trouxe inúmeros benefícios para a Justiça e para o Estado. Se não fosse esse recurso tecnológico, não conseguiríamos realizar tantas audiências. Sem dúvidas, a construção do Centro de Telepresença será uma conquista para Alagoas”, afirmou o juiz Maurício Brêda.

Há dois anos o modo de fazer audiências no sistema prisional de Alagoas foi revolucionado. Iniciada nesta gestão, o projeto será consolidado no dia 23 de agosto, no Complexo Penitenciário, quando será assinada a Ordem de Serviço para construção de um prédio exclusivo para o Centro de Telepresença. Atualmente, o sistema é operado no Centro Administrativo.

As vantagens para o Poder Judiciário são inegáveis. A parceria da Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) com o Tribunal de Justiça para implantar o Centro de Telepresença projeta Alagoas a nível internacional, sendo referência na promoção da justiça. A ferramenta de telepresença representa celeridade processual.

No novo Centro serão edificadas seis salas e oito carceragens, tornando possível a realização de até 48 audiências por dia, apenas em Maceió. Vale ressaltar que existem três salas de Telepresença no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano. O investimento na obra será com recursos próprios do Estado e terá previsão para ser concluída em até seis meses.

De acordo com o assessor técnico do Centro de Telepresença, Gilton Messias, o sistema prisional alagoano é um dos mais modernos do país. “Temos 70 pontos de atendimento entre vara e comarcas, o que resulta na cobertura de 85% do Estado. Além disso, fomos o primeiro estado brasileiro a disponibilizar a tradução em libras nas videoconferências”, afirmou.

O juiz Maurício Brêda ressaltou que o Centro de Telepresença vai beneficiar a sociedade como um todo. “Hoje é possível marcar audiências com mais celeridade, evitando o cancelamento desses atos e dando ao reeducando a certeza que seu processo não ficará estagnado. A videoconferência proporciona mais segurança aos agentes penitenciários e economia aos cofres públicos, ao evitar a realização de escoltas externas”, concluiu o magistrado.

Ascom – 12/08/2017