Presidente do Santos descarta renúncia: “Nessa gestão não se rouba”

O presidente do Santos, José Carlos Peres, vive momento delicado, mas descarta renunciar antes do processo de impeachment ter fim.

Há dois pedidos de impedimento em andamento e a primeira votação, entre os conselheiros, está marcada para o dia 10 de setembro. Se 2/3 dos presentes disserem sim, a decisão ficará por conta dos associados – maioria simples tiraria Peres da presidência, atesta o Terra.

Enquanto busca na Justiça nova liminar para barrar o processo no clube, o mandatário se defende e nega chance de renúncia. Vários conselheiros pediram para o presidente desistir em reunião na última quinta-feira, na Vila Belmiro.

“Renunciar jamais! No modelo atual do estatuto, vão pedir sempre (a saída), a não ser que façamos do Santos um cartório paroquial fiando vantagens e empregos a rodo. O conselheiro precisa entender que nessa gestão não se rouba e nem se deixa roubar”, disse José Carlos Peres, à Gazeta Esportiva. 

“Este ano é para limpar os erros em profusão (das gestões passadas). Isso que os conselheiros não entendem. Ano que vem será outro bem melhor! Há esperança de um novo Santos”, completou.

Os dois pedidos em andamento são diretamente contra José Carlos Peres e se baseiam em infrações do Estatuto Social. No último encontro do Conselho, o presidente não se fez presente e teve indicações ao Comitê de Gestão vetadas.

Se Peres for impedido, Orlando Rollo assume. Há diferentes entendimentos do estatuto, mas a maioria crê que o correto seria escolher o novo vice entre os atuais membros do CG: Estevam Juhas, Fabio Gaia, José Carlos de Oliveira e Pedro Doria.

01/09/2018